Conferencias sobre o río Miño

"O minho, pai do Vinho"

O que sigue é  un traballo titulado "O minho, pai do vinho" e que José D. Posada González publicou no libro "Conferencias sobre el Miño", editado en Ourense en 1989.

José D. Posada González.

Ver ó seu currículo.

    A importancia da conferencia de  José D. Posada é básica tendo en conta que fala do río Miño,  nada menos que como o Pai do Viño,  e ademais lendo o artigo ponse de manifesto a súa gran visión sobre os viños galegos, con adiantos de moitas cousas que hoxe, despois de moitos anos, se están a cumplir...

    Pola miña banda lembrar un home que tiña que ver moitísimo coa castaña en Ourense,  de feito foi o  creador do famoso Marrón Glacé galego, así como co viño e as aguardentes galegas,  do que era un experto.

 

Obra Cultural de Caixa Ourense.1989

Ver o traballo

 "O Minho, pai do vinho" 1989

 

Saír R. Miño                  Salir R. Miño 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ver o traballo:

Esta imaxen de Iván Fraga, marabillosa,  cós viñedos a carón do Pai Miño,  penso que introduce de algunha forma a conferencia maxistral que deu  José Posada sobre o viño e o Pai Miño, na primavera de 1988 en Ourense.

Nota: o texto esta en galego reintegracionista e así ó deixo, lóxicamente, penso que se entende perfectamente.

Dende o meu punto de vista esta conferencia ou estudio sobre os vinhos do río Miño é todo un tratado dos viños que están preto do río Miño; ademais José Posada,  fai casi trinta anos,  vía claramente por onde tiñan que ir os nosos viños, con opinións  que hoxe cumpríronse claramente. Sinto que un home con esta clarividencia de ideas nos deixara tan prontamente. Onde esté,  a miña enhoraboa por este gran traballo.

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O MINHO, PAI DO VINHO

 

José Posada

 

 

      Baseados neste antigo refrám galego, vamos a estudar os vinhos que se produzem e acompanham o curso do río;  desde que nace até que morre nas ondas atlánticas. Nesta contribuiçom teremos presentes tres elementos: a iluminaçom ou horas de sol, a altitude e o clima.

     Sabemos todos que o vinho se cultiva melhor com boa luz solar, até o ponto de justificar a plantaçom só por umha ladeira do río, mais orientada cara o poente. Esta realidade dá-se na hacia do Rhin, onde só se cultiva umha ladeira do río; a historia demostra que o castelo de Joahnisberg, escolhido por Carlomagno para a sua residéncia, estaba inundado pola luz. É, pois, umha necesidade nestas terras faltas de luminosidade; a boa insolaçom, que determina o cultivo. Isto, empírica e tradicionalmente, recolhe-o também o refraneiro galego, dizendo  "Si queres ter bom vinho, planta  a vinha cara ao soliño".

     Outra determinante é a altitude. Em terras altas nom se dá bem o vinho e di-se que hai umha boa "purrela", mas nom vinho. Vinhos de terras altas, baixos de grau e só bons para aguardentes. Por iso, as bacias e gargantas, originadas por pregamentos tectónicos, e leito formado polo río, vam determinando a altitude e, portanto, as possibilidades de cultivar a vide, e a qualidade dos vinhos.

       O vinho, como todo cultivo, vem condicionado por un terceiro elemento: a climatologia. Ainda mais, hai variedades mais afeitas a climas atlánticos do que a continentais, tendo que diferenciar mesmo na Galiza, diversos micro-climas ao longo do curso do minho.

         Poderíamos assi determinar para o seu estudo, trés partes bem definidas, no percurso do río, que estudiaremos individualmente com o seu clima:

                1.- Desde Fonteminhá, em Lugo, até Os Peares, em Ourense, o que constitui o ALTO MINHO.

                2.- Desde os Peares a Frieira, Ponte-Vedra,  que é o CURSO MEDIO.

                3.- Desde Frieira á sua desembocadura na Guarda, o CURSO BAIXO.

 

1. ZONA DO ALTO MINHO.

 

            A sua característica climática é fundamentalmente oceánico húmido, con tendéncia á aridez estival. A sua precipitaçom média anual é de 1000 a 1500 mms. e está compreendida numha isoterma de janeiro entre 5 e 7,5 graus, e umha isoterma de julho entre 17,5 e 20 graus.

          Caberia diferenciar duas subzonas: umha desde o nascimento até Portomarim, e outra de Portomarin até os Peares. Na primeira non hai praticamente vinho, e se o houver em muitas pequenas quantidades, é mesmo ligeiro de mais para ser considerado como tal, ainda que nos arredores de Lugo hai plantaçons apreciáveis. Do ponto de vista histórico, foi onde, no ano 760, temos a primeira referéncia escrita de plantaçons de vide.

           En Portomarim dos Cavaleiros começa verdadeiramente o vinho a tomar corpo, ainda que está na dúvida de fazer-se aguardente. A lei de "onde hai viños maus, bons aguardentes". Na festa da aguardente de Portomarin poden-se catar dos melhores da Galiza, destilado, como bem dizia Cunqueiro, dos espíritos dos cavaleiros templários enterrados no seu cimitério.

 

1.1    O aguardente

 

      Destilado de uvas ligeras de grau, ou de baganho é umha grande riqueza do agro galego, pois existe umha produçom de uns oitenta milhons de litros por ano de média. Este aguardente, se estiver bem destilado, com técnica mais avançada, em instalaçons, fixas e baixo controlos sanitários e fiscais mais reais, adaptando-se ás regulamentaçons que tem establecidas a Comunidade Europeia, poderia constituir un ingresso de uns 8.000 milhos de pesetas do ano 1988, que se acrescentariam com o valor acrescentado de umha mellor e mais sana comercializaçom.

      Com efeito, a situaçom actual é umha desleal competéncia por parte dos aguardentes de duas classes:

      a) Os que, elaboramos na Galiza, estám feitos por gente que principalmente comercializa, polo que mistura aguardentes galegos, ou já nem tam sequer isso, con álcoois de melaço, mais baratos e sem metílico. Este fraude, bem conhecido, perjudica consideravelmente os nossos, e a sua fama e boa calidade.

      b)  Os feitos na Galiza, usando baganhos de uva trazida de fora, para fazer vinhos aqui. Como sabemos, a uva foi importada em cantidades muito elevadas, nos anos passados, e isto ten repercutido nom só na produçom de vinho galego e na sua calidade, mas tambén no aguardente obtido com estas uvas.

       Os aguardente galegos tenhem, apesar do imediato futuro complicado, o desafio de adaptar-se rapidamente á legislaçom da Comunidade Económica Europeia, e, pola sua qualidade, fazer-se umha fama e sona internacional, na altura do Marc francés, a Grappa italiana e o Snapps alemao, pos polos seus componentes perfumados (ésteres), pode bem facilmente ser considerado mesmo superior, á maior parte deles.

        Podemos imitar, para ter relaçom, o que os portugueses estám fazendo com os seus aguardentes e aguardentes velhas, ou envelhecidas, e poderíamos ver um grande futuro, fazendo-o com a mesma seriedade. E nom só nesta gama de aguardentes, mas também na sua elaboraçom de aguardentes de ervas, e frutas em aguardente, tais como a cereija, a ameija, arandos, etc.

        O desafio é mais bem empresarial, pois como no vinho, tem que optar o empresário, entre fazer benefícios a curto plazo, vendendo fraude e misturas, ou fazé-lo a longo termo, com seriedade e qualidade, para ganhar un mercado de futuro.

 

1.2    Presas

 

         Baixando de Portomarin, seguiríamos con presas, recentemente feitas, que modificaron o curso do río, o seu clima e o ecosistema.

O vinho, como todo cultivo, foi afectado por estas construçons, nos sentidos a seguir:

      a) A quantidade, pois as represas inundarom boa parte das terras baixas, que estaban plantadas de vinho.

      b) A qualidade, pois destruiu-se boa parte, pois nos fondais o vinho era de pior calidade, mais lixeiro de grau, ao serem terras mais férteis. Portanto, ficarom os vinhos mellores, por umha parte, mas a humidade aumentou e, en consequéncia, tambén as enfermedades criptogámicas ("Oidium", "Mildium", "Botrytis", etc.).

       c) O preço acrescentou-se pois ao reduzir-se o cultivo ás ladeiras. aumentaron os custos de produçom, dificultando ainda mais a mecanizaçom.

 

 

     No curso do río temos as presas de:

 Belesar              Os Peares             Velhe             Castrelo                Frieira

que mudaron consideravelmente a produçom do vinho na Galiza nos últimos quarenta anos, aspecto que temos que considerar, como factor básico para analisarmos a evoluçom das plataçons.

 

        A historia mais recente de Galicia decidiu polos quilovátios en perjuizio do vinho, de aí que tenhamos que estudar cada umha das presas, fazendo balanço dos seus perjuízios e beneficios. Por exemplo, assi a presa dos Peares nom constituiu umha grande quebra, ao nom inundar terras boas, a de Castrelo submergiu as melhores terras da Galiza, e nom foi sem oposiçiom que se chegou a fechar as suas portas. Estamos certos de que en democracia sería quase impossível fazer unha barragem con tanto perjuizio  social, ainda justificando teóricos beneficios energéticos.

 

 

 

1.3   Uvas e qualidades

 

     Nesta primeira parte do curso do río  Minho, encontramos em maior abundáncia uvas "Alicante" do que "Mencia" no tinto e "Jerez" do que "Treixadura", porém deveríamos recuperar e replantar estas duas castes antigas e nobres, recuperando tambén o "Alvarelho" e "Verdelho" para o tinto. Os vinhos fam-se, neste tramo do río, em geral, misturando as uvas brancas com as tintas, em adegas tradicionais, mas já tentando de fazer a separaçom de variedades e boa vinificaçom nalgunhas adegas.

     Desde Portomarim abaixo, o vinho vai melhorando de grau, e nas ladeiras do salto de Belesar, por Sanfíns, fai-se honrado e reflexivo, bom companheiro do lacóm con grelos. Mas, assi como o río baixa, o vinho sobe, a ser bebido em Lugo, já que o gosto ben marcado pola provincialidade e vai acompanhado dos vinhos das ladeiras soleadas do Sil. Non podemos falar do vinho "minhoto", sem buscar as fontes do Sil, risonho e falangueiro, que trai a trascendéncia dos Valdeorras, feitos os brancos con boas uvas godelhas e os tintos, cando o merecem ser, com sangue "Mencia", a mellor variedade  tinta de Galiza.

     E moito preto do minho, ainda que nas ribeiras sagradas do Sil, está Sam Estebo, e pola outra beira, Amandi, reputado por vinho antiquíssimo, e também, quando é bom e seguro de alí, amassado tambén com "Mencia".

 

 

2.   ZONA DO CURSO MEDIO

 

        Conflui o minho com o Sil nos Peares, despois de saltar a presa do mesmo nome e entre "Altas Bocarribeiras" a dizer de D. Ramón Otero Pedraio,  chega as imediaçons de Ourense. Nas ladeiras empinadas da Peroxa, Graizes e Coles, medra o vinho ribeirao, vindimando-se primeiro perto do río e mais tarde as uvas seródias do alto, nom contando já com o permiso da Igreja, como antigamente se fazia.

         Despois de passar o salto de Velhe, perto da capital, chegamos a Ourense, onde a especulaçom e a construçom van dando cabo das maiores plantaçons. A maior parte estám abandonadas ou esmorecem dia a dia. A maior parte do vinho do Viso, da Valenzá ou de Seixalvo vai desaparecendo, deixando lugar ás casas. Nom son bos tempos para o cultivo e só mais abaixo da cidade, onde começa Untes a zona demarcada do Ribeiro, renovam-se as plantaçons e intensidade da presença do vinho.

        Do ponto de vista do clima, estamos de cheio numha zona de transiçom, em que o microclima é moito característico, con precipitaçons em Ourense de 600 a 800 mms. e temperaturas nas isotermas de janeiro entre 7,5 e 5 graus, sendo as de julho por volta dos 20 graus. No Ribeiro, uns quilómetros mais abaixo da capital, as precipitaçons sobem entre 1000 e 11.500 mms.

 

2.1   Zonas

 

        A zona mais conhecida nesta parte é sem dúvida, O Ribeiro, ben determinada, classificada e controlada pole seu "Conselho Regulador da Denominaçom de Origem". Tem tres principais subzonas, umha ao longo do curso do río, e outras duas na bacia dos seus afluentes, o Ávia e o Arnoia.

         A primeira, a mais cumprida, começa em Untes por umha beira e Alongos, pola de enfrente, indo até Francelos, depois de Ribadavia, a velha Abbobriga dos romanos. As vides crecem nas suas duas beiras, e remontam as ladeiras en pendente suave. Sobe tambén a denominaçom de origem polo río Barbantiño. chegando a Pungim e vai bordeando todo o curso do río e mesmo subindo um pouco ao interior, chegando a Macendo. A segunda é a zona do Val do Arnoia, de vinhos perfumados e ligeiros, plantados ao longo do río, afluente do minho, chegando mesmo a Cartelhe.

         A Terceira e a mais antiga e venerável, originada polo mosteiro de San Clódio, perto de Leiro, onde se produzem os melhores vinhos do Ribeiro, reputando-se o branco nas ladeiras de Gomariz, e os tintos en Beade e nas Regadas.

          Nesta zona as variedades plantadas son as de "Jerez", para o branco, que vai sendo subtituído, para vinhos bons, pola "Treixadura" e "Torrentés". A primeira, também chamada nalgunhas aldeias "Verdelho ruibo", é bastante resistente ao "Mildeu" e ao "Oidium" porém é presa fácil da "Botrytis", já que o seu ácio e mui fechado, com vagos pequeninhos e alongados, e portando, retém muito a humidade.

          Pode produzir vinhos entre 11 e 13 graus, muito recomendável para vinhos de alta calidade, assi como é a base do famoso e quase desaparecido "tostado", vinho feito com uvas medio pasificadas. O "Torrontés", tambén uva autóctone, é produtivo, mais moito sensivel a todas as enfermedades critogámicas. Tem unha alta qualidade e deve ser usado para fazer vinhos plurivarietais, misturando a "Treixadura", para fazer o bom futuro vinho do RIBEIRO.

          Tambén seria recomendável experimentar nesta zona con "Goldelho" e "Alvarinho", começándo algumhas plantaçons, con bons resultados, a misturar estas quatro variedades. A respeito dos tintos, a base segue sendo, por desgracia, o "Alicante Bouschet", mas temos que ir a plataçons e reprovaçons com "Caiño gordo", "Caiño longo", "Ferrol", "Sousom", "Caiño bravo", "Brencelhao", etc.

           A enología é, assi mesmo, determinante da qualidade final, e por tanto do preço, pois se está pagando moito ben o vinho feito con vinificaçons  cuidadas, feitas en aceiro inoxidável, baixa temperatura controlada, con desborre, ou também maceiraçom em frio. Con estos tratamentos pode-se tirar partido mesmo das variedades "Jerez" e "Alicante", ainda que o mais recomendável seria eliminá-las, ou, polo menos, minimizá-las nos seus "Coupages".

           Neste sentido, estám-se a fazer bons investimentos en adegas modernas e ainda mais, en comercializaçom, já identificadas as garrafas com a sua etiqueta, dentro dos registros sanitarios e de "Denominaçom de Origem".  Tenhem-se dado conta os productores que precisam dar umha boa qualidade todos os anos, e que só assi se acreditarám no mercado e poderám vender sempre o vinho, garantindo ao consumidor o vinho dentro da sua marca.

 

 

3.-  ZONA DO CURSO BAIXO

 

 

            Ao abandonar o Ribeiro, rio abaixo, entramos en zonas, em que non se cultiva o vinho, mais que en moito pequenas terras, pois son moito empinadas e pedregosas. Só começa a recuperar a plantaçon pola ribeira de Crecente, por Cequelinhos, Álveo e Valeije, seguindo por Arbo e as suas ladeiras, extendendo-se cara o Norte em Salvaterra de Minho, até chegar a Ponteareas. Esta seria a subzona do Condado, mentras que mais abaixo, entraríamos no Rosal.

           O Condado caracteriza-se pola presença da uva "Loureira", também conhecido em O Rosal como "Marqués", que tem como característica principal o seu aroma de loureiro, forte, que debe ser complementado com "Coupage", pois se fazemos vinho monovarietal temos o risco de enjoar ou sabor excesivo. Ademais, precisa de unha boa elaboraçom, pois nom deve fermentar com o seu baganho, já que tende a oxidarse rapidamente o seu vinho. Resiste bem ao "Mildeu", regular o "Oidium" e é muito perigrosa a podredume da "Botrytis", mas carrega bastante.

           Dá-se também muito ben na outra beira do Minho, sendo umha das grandes bases dos vinhos verdes de Ponte da Barca e Ponte de Lima. Nesta zona o "Alvarinho" também é muito favorável e venhem-se realizando plantaçons, muito importantes, acompanhadas de fortes investimentos en adegas de aceiro inoxidável, por quatro ou cinco companhias e privados, que estám vendo a imediata rentabilidade do "Alvarinho", bem cultivado e elaborado, visto o seu preço no mercado.

            En contraposiçom  e concorréncia com o "Alvarinho" do Salnés, este é un pouco mais doce, menos ácido, ou con mais sol e graus, e por tanto non precisa de fermentación maloláctica para a sua diminuiçom de acidez. Estes "Alvarinhos" están levando prémios nos concursos de cata internacionais e bem justificadamente, ao nosso entender, pois pensamos que se encontram entre os grandes vinhos europeus.

            O "Alvarinho" é relativamente resistente ao "Oidium", resistente a "Botrytis" e muito sensíbel ao "Mildeu", portanto, assi se deve tratar. Pode e deve alcançar entre 11 e 13 graus, ainda que recomendamos nom passar dos 12, segundo o ano.

           Outra variedade a considerar na plantaçom desta zona seria tambén a "Treixadura", mas sempre combinada, e nas tintas temos mais variaçom, pois o "Espadeiro" aparece como rei da zona, com experimentaçom en "Cainho bravo", "Dozal", "Faxom" (ou "Feijao") e "Tinta fémia".

            No Rosal a produçom e relativamente pequena, polos altos custos da terra e as adegas pequeníssimas,  sendo famosa a de Santiago Ruiz, dos melhores e mais caros vinhos galegos, e a de Limeres. Vam surgindo algunhas tambén pequenas, mas de maravilhosa qualidade, nesta terra privilegiada com un clima do mais agradável e doce da Galicia.

             Na outra beira do rio temos unha sinfonia de vinhos que se identificam con o nome genérico de "vinhos verdes", sendo o mais próximo o de "Monçao". As vinhas trepam polas árvores, facendo o que chaman os nosos vizinhos o "aforcado", indo a alturas mesmo de seis metros, para defender-se da humidade, ou sendo as parras ou enramadas altas, separadas do chao. O branco está composto de uvas "Loureiras", "Treixaduras", "Azal branco", "Avesso", "Batoca" e "Pederná". Cheira a frutas e o grau está entre os 8 e 10, deve beber-se mais bem frio. O tinto ten moito corpo e astringéncia e produze-se mais, apesar de ser de pior qualidade do que o branco.

           Na outra beira do rio temos tambén "Alvarinho", só  permitido de produzir en Monçao, mais de moita alta qualidade. Nom podemos menos que mencionar o da Cooperativa de Monçao, e do Palacio da Breijoeira, un dos vinhos mais caros e melhores de Europa.

           Ao longo do rio, produzem-se, ainda melhor deveria-se dizer, produziam-se uvas de mesa, nas suas variedades de "Colhom de Galo" e "Náparo",  ben doces e grandes, negras as primeiras e rosadas as segundas, que faziam as delícias dos rapaces e alegravam as sobremesas das mesas mais requintadas. Deveríamos replantar estas variedades sendo a sua rentabilidade totalmente segura.

 

 

4.  Estaçom enológica de Galiza.

 

          Um dos melhores investimentos recentes tem sido a Estaçom construída em Leiro, no Ribeiro, no ano 1986, ainda sen funcionar completamente nestes momentos. Tem sido dotada de todos os elementos de investigaçom e controlo, tanto en viticultura como en enología. O sector pode e deve ser muito beneficiado com o seu trabalho, que incluirá cursos de enología e experimentaçom con variedades autoctonas e viveiros.

           A Xunta de Galicia tem tambén desenvolvido recentemente um plano de promoçom dos nossos vinhos a nivel de mercados, que fará induvitavelmente, que se conheçam nom só na Galiza, senom tambén noutras zonas do Estado e mesmo no Estrangeiro.

           Portanto, o Minho, pai do vinho, pode estar orgulloso da sua obra e produçom, pois a sua água se vai transformando, com ajuda de Deus e com o saber e esforço do home, na nossa mais importante senha de identidade gastronómica, O VINHO. 

--o--

 

Nota do autor da web Secundino Lorenzo:

Este artigo de José D. Posada, moveume a complementalo con fotografías, realmente marcou os meus andares polo río Miño,   que mostran as viñas a carón do río Miño;  traballo que estou a facer actualmente; anos 2017-2020.

É un detalle que dedico a dúas cousas:

Unha:  a aumentar a calidade da web adicada o río Miño e

Dúas: aproveitar o meu traballo como dedicatoria a este home, José D. Posada, que nos deixou moi pronto.

Este é o link das fotografías. (inda non está completo)

        Saír R. Miño.            Salir R. Miño 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Curriculo de Jose D.  Posada González

Copiado da páxina web "Galegos"

José Domingo Posada González


Categoría: Empresario
Fecha de Nacimiento: 9 de mayo de 1940 († 14 de enero de 2013)
Lugar de Nacimiento: Vigo (Pontevedra)
 
 
 Currículum

Bachillerato y Pre-universitario en el Instituto de Orense.
Ingeniero Técnico en Química Industrial (Promoción 1961) en la Escuela Técnica de Vigo.
Perito Industrial Mecánico, 1961, en la Escuela de Vigo.
“Usos de Isótopos Radiactivos”, Reactor Nuclear de la “Moncloa-Madrid”.
Enólogo (Xunta de Galicia).

 Obras realizadas

Presidente y socio fundador de MARRON GLACÉ, POSADA.

Consejero de MAPFRE, Seguros.

Director General de la empresa “RISP, LTD” para la producción de Champansky y vinos, Moscú (Rusia).

Secretario Perpetuo de la “IRMANDADE DOS VINHOS GALEGOS”.

Presidente de la Comisión de Comercio Exterior de la “CÁMARA OFICIAL DE COMERCIO E INDUSTRIA DE OURENSE” durante 26 años.

Como Eurodiputado asiste, representando a la Unión Europea, en calidad de observador, a las Elecciones de 1994 en la Federación Rusa. En enero de 1999, regresa al Parlamento Europeo como Diputado por Coalición Galega.

Observador de las Elecciones 2004 de Ucrania por el Congreso de los Estados Unidos.

Diputado del Parlamento Europeo por Coalición Galega a tiempo compartido con diversos partidos nacionalistas del Estado Español. Desde julio de 1993 a julio de 1994.

Presidente del Consejo Regulador de Denominación de Origen “ORUJO DE GALICIA”. Desde abril de 1992 a diciembre de 1996.

Miembro del Consejo de la Oficina Provincial de Inversiones de Ourense, “OPRIN”, en su fundación. Miembro del “INORDE”.

Presidente del Consejo de Administración de Caixa de Aforros Provincial de Ourense. Desde 1984 hasta 1987.

Presidente de la “Asociación de Empresarios del Polígono Industrial de San Ciprián de Viñas-Orense” (60 empresas), hasta 1984 en que dimitió al ser nombrado Presidente del Consejo de Administración de Caixa Ourense.

Vicepresidente Primero de la “CONFEDERACIÓN EMPRESARIAL DE OURENSE”, 1983.

Secretario del Consejo de Administración de “TOMÓVIL, S.A.”, representación y distribución de FORD en Ourense. Desde 1980 hasta 1989.

Gerente de la “COOPERATIVA DO RIBEIRO”, desde 1971 hasta 1973.

Consejero-Delegado de “UNEXCASA”, Unión de Exportadores de Castañas, de Vigo, desde 1974.

 

PUBLICACIONES Y ESTUDIOS:

“Os viños de Galicia”, Galaxia, 1ª edición (1978), 2ª edición (1980), 3ª edición (1981).

“Manual de los vinos y aguardientes de Galicia”, Edición Penthalon, Madrid (1981).

“Metafísica del vino”, Irmandade dos Vinhos Galegos, Ourense (2001).

Colaborador de la revista “Bouquet”, como corresponsal de Galicia, revista en que publicó varios artículos relacionados con los vinos de Galicia.

Las revistas “Sobremesa” y “Guía de Bodegas de España”.

Ponencias y trabajos sobre “Industrialización de Setas Gallegas” en la Segunda Semana Micológica Gallega.

Miembro de la “Comisión Organizadora de las Jornadas Técnicas de Estudio y mejora de los vinos gallegos”, libro publicado por Caixa Rural (1984).

Trabajo sobre vinos en “ABC” de Madrid. Trabajo en el especial “A Nossa Terra”, sobre el vino (1989).

Colaborador de la “Gran Enciclopedia Gallega”, con el tema del vocablo “vino” (1989).

Numerosos artículos en periódicos gallegos como “La Región” de Orense, “La Voz de Galicia”, “Faro de Vigo” y “Revista ECO” sobre diversos temas y, en especial, sobre política, vinos y/o gastronomía.

 Otros datos de interés

Miembro de “Asociación de escritores y periodistas gastronómicos de España" y de la Fedération Internationale de Journalistes et Ecrivains du Vin et Spiritueux (F.I.J.E.V.).

Miembro de la Liga da Saúde, o Vinho e a Nutriçao (Lasvin, Porto).

Presidente del Comité Ejecutivo de la “Feria Vigoalimentaria” celebrada en 1987, en Vigo.

Miembro de los “Amigos da Cozinha Galega” desde 1988.

Observador de las Elecciones-2004 de Ucrania por el Congreso de los Estados Unidos.

 

Ata aquí a páxina web "Galegos"

 

Outros datos sobre José D. Posada.

José Posada. Fotografía de Xurxo Lobato.

 

Ver este video sobre o Marrón Glacé de José D. Posada.

 Homenaxe da TVGA. Programa "Galegos para o mundo"

Gústame este link que fala deste gran home.

"José Posada, el patriarca gallego del Marrón Glacé". El País.

 

Tamén a Voz de Galicia do mismo día que ó anterior.

Tamén este link que publica o Faro de Vigo co motivo da súa inesperada e temprana morte en xaneiro de 2013

Video actual, febreiro 2014,  sobre o "Marrón Glacé e outros productos elaborados a partir das castañas. Empresa POSADA.

Ver este link sobre a empresa POSADA.

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